The Handmaid’s Tale

E pode entrar a melhor estréia de 2017:

Ficha técnica

Nome: The Handmaid’s Tale / O Conto da Aia
Ano:
2017
Gênero: Drama, Ficção Científica
País de origem: Estados Unidos

Sinopse: A história se passa na República de Gilead, antigamente conhecida como Estados Unidos, num futuro onde as condições de vida tornam-se cada vez mais precárias somados a um avanço da baixa natalidade. Tendo como base o fundamentalismo religioso, esta sociedade totalitária trata as mulheres como propriedades do estado. Offred é uma das últimas mulheres férteis, o que a leva ser utilizada como escrava sexual com o objetivo de ajudar a repopular o planeta devastado.

Devo confessar que, logo quando a série estreou, muito eu ouvi falar, mas pouco tive interesse. O trailer não me chamou tanta atenção, nem me empolgou. Não entendi muito bem qual era a proposta… Pois bem. Alguns meses depois, por conta da divulgação constante e bastante comentários positivos, resolvi ver o episódio piloto e olha, foi amor a primeira assistida!

Com uma fotografia linda (e olha que eu nem sou tanto de comentar sobre isso) e cenas de tirar o fôlego, The Handmaid’s Tale te mergulha na pura tensão que é a vida de Offred. Sério, não tem um episódio que você não fique prendendo a respiração, nervosa e semelhantes. Muito me agradou o desenvolvimento da história. A trilha sonora é outro ponto forte da série, juntamente com um elenco MA-RA-VI-LHO-SO.

Elisabeth Moss, de quem eu nunca tinha visto nada antes (ela foi personagem em “Garota, Interrompida”, mas não tenho qualquer memória dela), é a nossa protagonista, Offred (que não é seu nome verdadeiro). Me surpreendi bastante com o trabalho de Moss. A princípio, você pode não dar muito por ela, suas expressões parecem muito simples, quase apáticas. Contudo, já no final do primeiro episódio e com o decorrer da série, você percebe que na verdade Elisabeth já te pescou com o olhar e te transmite os sentimentos de Offred com intensidade e clareza.

serena joy yelling at offred handmaids tale

Yvonne Strahovski, que fez “Dexter” (<3), também deu um show de atuação, interpretando Serena Joy Waterford, esposa de Fred Waterford (Offred = of Fred, pertencente à Fred) e uma das grandes pensadoras desse novo sistema. Ela ainda não falou para ninguém, mas é possível perceber que, internamente, a personagem sabe que fez uma M grande e o quanto, apesar de seu esforços, ela é infeliz.

Samira Wiley (“Orange Is The New Black”), Alexis Bledel (“Gilmore Girls”) e Joseph Fiennes (“Shakespeare Apaixonado”) são alguns outros nomes desse competente elenco.

Eu não quero contar muito sobre a série, nem dar spoiler, porém esse novo sistema totalitário, que teoricamente foi pensado para ajudar no repopulamento do país, foi instalado com a perda de direito de muitos (minorias também – o que acontece de forma rápida e extrema…), baseado em ideologia religiosa. Porém não para por aí e assistimos enquanto tal sistema revela outras intenções… *mistério*. Parece familiar para você?

Não estou aqui dizendo que é isto que vivemos atualmente, entretanto o cenário retratado na série não me parece muito difícil de se tornar realidade. Acredito que nossa sociedade é pouco tolerante com diferenças e teima em querer que o próximo viva de acordo com “morais e bons costumes” (de quem, né?), colocando que há um jeito “certo” e “errado” de ser e viver. E isso pode ser bem perigoso.

Acho que esse é um dos principais sentimentos da série, o de perigo, de medo. Você pode não saber disso, mas “The Handmaid’s Tale” na verdade, é um livro de 1985 (!!!!) escrito por Margaret Attwood, que, inclusive, foi roteirista e bastante ativa na construção da série. É meio assustador ver que, apesar de ter sido escrito a tanto tempo atrás, ele tem um grande “Q” de atual. Aqui no Brasil, o livro é vendido pela Editora Rocco, e já estou com a mão coçando pra comprar.

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A série já foi renovada para a segunda temporada e estou esperando ansiosamente, claro. Até fico com um pé atrás, visto que o conteúdo deve ser, no mínimo, 90% inédito (o livro não tem continuação!) e ficarei mais tranquila se souber que Margaret ainda estará envolvida no processo. Ainda assim, frente ao que foi a primeira temporada, é um grande risco que irão correr.

Se ajuda a te convencer, o seriado recebeu, na última semana, TREZE indicações ao Emmy deste ano, dentre eles o de “Melhor Série de Drama” e o de “Melhor Atriz em Série de Drama” para Elisabeth Moss (infelizmente e bem injustamente, na minha opinião, Yvonne Strahovski não levou nenhuma).

The Handmaid’s Tale é uma série dinâmica, super dramática e maravilhosa que te cativa desde o início. Pensada em todos os detalhes, é difícil apontar um defeito. O conteúdo te traz reflexões sobre a nossa sociedade atual e os possíveis caminhos que podem se apresentar, e, de fato, te da até um certo medinho. Está super, hiper,mega indicada.

Nota: 4.9/5.0

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