Mr. Robot: hackers, ‘Dexter’ e críticas sociais

Olá, pessoas! Tudo tranquilo? Nossa primeira resenha de série de TV no blog será sobre “Mr. Robot”, conhece?

Ficha técnica

Ano: 2015
Gênero: Drama, Suspense
País de origem: Estados Unidos
Sinopse: Elliot (Rami Malek) é um jovem programador que trabalha como engenheiro de segurança virtual durante o dia, e como hacker vigilante durante a noite. Elliot se vê numa encruzilhada quando o líder de um misterioso grupo de hackers chamado fsociety, o recruta para destruir a firma que ele é pago para proteger. Motivado pelas suas crenças pessoais, ele luta para resistir à chance de destruir os CEOs da multinacional que ele acredita estarem controlando – e destruindo – o mundo.*

Começo dizendo que resisti um bocado para assistir essa série. Eu via alguns conhecidos comentando boas coisas pelas redes sociais, mas nada em sua premissa me fez querer ignorar a quantidade de séries que eu já assisto e adicionar mais uma na minha grade.

Até que um quote do personagem principal, Elliot, me chamou atenção e eu resolvi dar uma chance ao seriado:

Logo no primeiro episódio, temos um bom vislumbre do que toda a primeira temporada será: uma viagem perturbadora pela vida do perturbado Elliot, que convive com seus transtornos social, de ansiedade e depressivo, além de fazer uso abusivo de drogas. Com uma possibilidade concreta de provocar mudanças na adoecida sociedade atual, Elliot, a todo momento, faz críticas a respeito do capitalismo, das relações sociais, dentre outras questões.

“Mr. Robot” não é uma série levinha, para assistir enquanto você deseja relaxar sua mente. A produção te convida durante os 40-50 minutos, dos 10 episódios, para a reflexão. Ao mesmo tempo, o desenrolar da história é um tanto… peculiar (como seu personagem principal). Acontece que com a evolução do enredo, vem a evolução dos transtornos de Elliot e há momentos nos quais você perde a noção do que de fato está acontecendo (assim como o personagem!).

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Lembrei-me bastante do seriado “Hannibal“, que não tinha críticas sociais, mas que trazia metáforas e cenas complexas (ambas as séries também se assemelham na atenção especial à fotografia – embora “Hannibal” esteja alguns passos à frente). A questão é que toda essa complexidade parece ter prejudicado, por exemplo, o alcance de público de “Hannibal”, e em Mr. Robot, talvez te faça lutar um pouco para terminar a temporada. Porém, se você resiste, confere a série ir aos poucos, esclarecendo e te envolvendo no que está acontecendo.

Além disso, a série me lembra outras produções como o filme “V de Vingança”, por conta do movimento social que a fscociety acaba criando e, obviamente, toda a questão das máscaras que se tornam símbolos de tal movimento. O seriado “Dexter” também me veio bastante à cabeça. Você pode achar estranho, mas os protagonistas destas séries tem um modus operandi similar, com a diferença que Elliot não é um serial killer (por muito pouco!). Ambos personagens conversam com o espectador como alguém em sua mente. Entretanto, em “Mr. Robot”, somos mais importantes, pois somos seu amigo imaginário, e a conversa é mais interativa. Uma razão mais forte me fez associar as duas séries, porém por motivos de spoiler, deixarei de fora. Contudo se você já assistiu “Dexter” e assistir “Mr. Robot”, é difícil não minimamente lembrar de algo da relação entre Elliot e as pessoas, especialmente as de sua família *suspense*.

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A série já foi premiada com um Globo de Ouro na categoria de “Melhor Drama de TV”

Finalmente, não posso deixar de citar o maravilhoso elenco que compõe a série. Rami Malek, nosso protagonista, é perfeito ao dar vida ao estranho Elliot e recentemente foi premiado com um Emmy para atestar isso. Você provavelmente já viu Rami por aí, ele foi o Faraó Ahkmenrah de “Uma Noite no Museu” (eu fiquei chocadíssima quando descobri), além de ter participado de filmes como “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2” (!!!).

Outro rosto conhecido, pelo menos pra mim, é a Carly Chaikin, que fazia a personagem Dalia, em “Suburgatory”. Christian Slater também é uma face familiar e sua ótima atuação como Mr. Robot, lhe rendeu premiações no Globo de Ouro e no Critic’s Choice Awards. Stephanie Corneliussen (Joanna Wellick) e Martin Wallström (Tyrell Wellick) são dois atores que eu não conhecia, mas que me surpreenderam muito positivamente.

Eu já comecei a segunda temporada e tenho altas expectativas \o/ Fiquem ligados no Devaneios Deslocados 😉

*Sinopse baseada no site adorocinema.com
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