Ariana Grande – “Dangerous Woman”: Farofas, pitada de feminismo e… reggae?

Inicialmente chamado de “Moonlight”, o terceiro álbum de estúdio de Ariana Grande, lançado em maio de 2016, foi renomeado “Dangerous Woman” por ser uma opção “mais forte”. Segundo Ariana, a nova escolha reflete seu crescimento e propõe trazer “empoderamento a seus fãs”.

Em entrevista, Ari -íntima- definiu que uma mulher perigosa é aquela “que não tem medo de se posicionar, de ser ela mesma, nem de ser sincera”. Mas será que realmente podemos dizer que foi essa a mensagem que Ariana Grande passou com “Dangerous Woman”?

Devo dizer que criei altas expectativas quanto à abordagem do tema, após saber da mudança de título. Em suas letras, de fato, você encontra um posicionamento que explora certa liberdade de expressão sexual, o que condiz com as diversas aparições em que Ari se declarou feminista. Contudo, acredito que suas canções ainda ficaram presas a envolvimentos amorosos, quando poderia ter falado mais sobre a mulher auto-suficiente, por exemplo. Acho que esperava mais “this is the part when i say i don’t wanna ya, i’m stronger than i’ve been before” do que “something ‘bout you makes me feel like a dangerous woman”.

Isso quer dizer que o álbum foi ruim? Não!

Das onze faixas do álbum, Ariana participou da composição de sete delas. Os grandes vocais, principal marca da artista, estão lá e sua extensão vocal é bem demonstrada, principalmente na própria faixa-título, nos desafiando a tentar cantar igual (e falhar).

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Trazendo novamente o R&B, estilo predominante em seus álbuns anteriores, com canções como “Bad Decisions” e “Let Me Love You”, parceria com o rapper Lil’ Wayne, Ariana não para por aí e traz outros estilos para a mesa. A cantora se joga no pop em canções como “Into You”, trazendo até mesmo um pouco de reggae na maravilhosa parceria com Nicki Minaj, “Side to Side”, e uma vibe bem discoteca em “Greedy”, que para mim foi uma grande surpresa e logo se tornou uma de minhas favoritas. Ela ainda traz uma pitadinha de soul no dueto com Macy Gray, “Leave me Lonely”.

O álbum foi razoavelmente bem aceito pela crítica. A revista Rolling Stone, por exemplo, deu três estrelas para o trabalho de Ari (sendo o total, cinco), a Pitchfork deu nota 7.6 (com o total, 10) e a NME deu nota 4, sendo o total 5.

“Dangerous Woman” é um álbum bem comercial, repleto de “radio friendly songs”, aquelas músicas com batidas boas e letras fáceis de gravar. Por um lado isso é muito bom, dá pra gente aquela “farofa” da qual estamos todos um pouco carentes no mundo pop atual. Entretanto, por outro, acredito que os trabalhos da Ari vem crescentemente perdendo um pouco de “elaboração”, cada vez mais com letras e batidas simples, como observável na faixa “Everyday”. Claro que não há nada de errado nas músicas para se divertir, e para este álbum foi um trabalho bem feito. Contudo espero que Ariana consiga explorar novas profundidades em seus próximos álbuns.

Nota do álbum: 3.5/5.0

Músicas que mais gostei: “Greedy”, “Bad Decisions”, “Side to Side” e “Let Me Love You”.

E o que você achou de “Dangerous Woman”?

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